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NOTA PÚBLICA: CNS defende transparência, verdade e justiça diante da detenção do médico sanitarista Eduardo Hage Carmo

“Seguiremos acompanhando o restabelecimento imediato de sua liberdade para que tenha a oportunidade de retomar sua luta frente à crise sanitária na qual enfrentamos”

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) recebe com perplexidade a notícia da prisão preventiva, numa delegacia do Distrito Federal (DF) desde terça-feira (25/08), do médico sanitarista Eduardo Hage Carmo. A prisão de Eduardo, que exerce atualmente o cargo de subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), ocorreu em função da operação “Falso Negativo”, deflagrada em um inquérito do Ministério Público do DF, que investiga suposta fraude em licitação na compra de kits de diagnóstico para a Covid-19.

Há 30 anos atuando no Sistema Único de Saúde (SUS) como médico epidemiologista, Eduardo é doutor em Saúde Pública e tem uma ampla trajetória de dedicação ao SUS, tendo exercido cargos como o de diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde; superintendente de Fiscalização Controle e Monitoramento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); assessor especialista em Vigilância em Saúde do Instituto Sul-americano de Governo em Saúde (Isags/Unasul); e membro do Comitê de Revisão do Regulamento Sanitário Internacional e do Painel de Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Hage também é professor colaborador da pós-graduação do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). Com uma carreira marcada por contribuições sólidas para o Brasil, Eduardo atuou no fortalecimento e descentralização da vigilância epidemiológica para as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, nas investigações de surtos, além de ter liderado o processo de implantação do Novo Regulamento Sanitário Internacional (RSI) na América Latina. Sua contribuição científica é igualmente vasta como membro editorial de importantes revistas científicas, sendo autor de dezenas de artigos e livros acadêmicos que são referência na área da Vigilância em Saúde.

O CNS, no seu exercício de defesa do SUS e das liberdades democráticas, bem como da presunção de inocência, direito constitucional garantido a qualquer cidadão brasileiro, espera que haja imperioso compromisso com a transparência, a verdade e a justiça dos órgãos responsáveis pela detenção, diante das acusações. Ressaltamos o papel essencial que Eduardo Hage Carmo vem exercendo neste momento tão crítico da Saúde Pública brasileira devido à pandemia estabelecida. Nossa solidariedade a ele e sua família. Seguiremos acompanhando o restabelecimento imediato de sua liberdade para que tenha a oportunidade de retomar sua luta frente à crise sanitária na qual enfrentamos.

Conselho Nacional de Saúde

 

Foto: SES/DF

 

 

Fonte: http://www.susconecta.org.br/nota-publica-cns-defende-transparencia-verdade-e-justica-diante-da-detencao-do-medico-sanitarista-eduardo-hage-carmo/

Amigos de subsecretário preso no DF fazem vaquinha para pagar defesa

O subsecretário de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, Eduardo Hage, foi preso nesta terça-feira (25/8), alvo da operação Falso Negativo, que apura fraudes na compra de testes para a covid-19. A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) manifestou solidariedade ao investigado e destacou os 30 anos de carreira dele.

 

Amigos do subsecretário de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, Eduardo Hage, fazem uma vaquinha online para custear a defesa do suspeito. Ele e outros integrantes da Secretaria de Saúde, inclusive o secretário da pasta, Francisco Araújo, foram presos nesta terça-feira (25/8), alvos da segunda fase da Operação Falso Negativo, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Procuradoria-geral de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A ação apura fraude na compra de testes para a covid-19.

(foto: Credito: Ana Rayssa/CB/D.A.Press. )

Até a mais recente atualização desta publicação, a vaquinha tinha recebido R$ 16,7 mil para custear a defesa do subsecretário. No site de arrecadação, os organizadores ressaltam que foram surpreendidos com a prisão preventiva de Hage e que manifestam total solidariedade a ele.

“Sempre pautou sua vida profissional pela ética e compromisso com o SUS (Sistema Único de Saúde), tendo se tornado um profissional de saúde de reconhecida competência nacional e internacional, seja na atuação nos serviços de saúde seja no meio acadêmico”, descreve o texto.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) também divulgou um texto em apoio ao subsecretário. “Exigimos transparência e imediato esclarecimento sobre as razões dessa medida extrema, bem como ressaltamos a importância da presunção de inocência. Numa nova demonstração de interesses na propagação de acusações e conclusões precipitadas, não podemos permitir que essas ações atinjam a honra de pessoas comprometidas com o país”, ressaltou o texto.

Operação

Nesta manhã, profissionais do MPDFT foram às ruas para cumprir sete mandados de prisão e 44 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em mais oito Estados (Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio Grande do Sul).

As ordens judiciais foram expedidas pelo desembargador Humberto Ulhôa, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e são resultado de investigação exclusiva do MPDFT, que apura suspeitas de crimes cometidos por servidores do alto escalão da Secretaria de Saúde do DF.

Entre os crimes estão: fraude à licitação, lavagem de dinheiro, crime contra a ordem econômica (cartel), organização criminosa, corrupção ativa e passiva. Essas práticas criminosas teriam sido praticadas no curso de dispensas de licitação destinadas à compra de testes para detecção da covid-19.

Confira a nota da Abrasco:

“Fomos surpreendidos esta manhã, 25 de agosto, com a notícia da prisão preventiva do subsecretário de Vigilância à Saúde da SESDF, Eduardo Hage do Carmo, em meio a investigações de suposta fraude na compra de kits diagnósticos para testagem da Covid-19.

Manifestamos aqui nossa total solidariedade ao colega e amigo Eduardo Hage, médico epidemiologista com larga experiência no controle de doenças transmissíveis, profissional de saúde de reconhecida competência nacional e internacional, seja na atuação nos serviços de saúde, seja no meio acadêmico, e que sempre pautou sua vida profissional pela ética e compromisso com o SUS.

Com mais de 30 anos de vida profissional dedicada ao serviço público, atuando em funções técnicas e de gestão, Eduardo Hage ocupou funções estratégicas na implementação da vigilância em saúde em nosso país, tornando-se referência na efetivação do SUS tal como inserido na Constituição Federal: inclusivo, democrático e efetivo.

Exigimos transparência e imediato esclarecimento sobre as razões dessa medida extrema, bem como ressaltamos a importância da presunção de inocência. Numa nova demonstração de interesses na propagação de acusações e conclusões precipitadas, não podemos permitir que essas ações atinjam a honra de pessoas comprometidas com o país.”

 

fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/cidades-df/2020/08/4871108-amigos-de-subsecretario-preso-no-df-fazem-vaquinha-para-pagar-defesa.html

Parlamentares baianos assinam nota contra prisão de subsecretário de Vigilância à Saúde do Distrito Federal

Baiano, Eduardo Hage foi preso na última quarta-feira durante operação que investiga um suposto esquema envolvendo exames do coronavírus ineficazes e superfaturados

Ao classificar como “arbitrária e desarrazoada”, um grupo de parlamentares baianos divulgou, nesta quinta-feira (27), uma nota contra a prisão do subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage, na operação intitulada Falso Negativo, que investiga um suposto esquema envolvendo exames do coronavírus ineficazes e superfaturados.  O texto teve adesão de deputados e senadores do PT, DEM, Republicanos, PP, PL, PCdoB, PSB e PSDB.

“Os supostos indícios de sua participação em esquema criminoso refletem, na verdade, a condenável chaga de um ativismo dos órgãos de persecução penal, que criminaliza atos de ofício da gestão pública, desvirtua a política e destrói reputações”, ataca a nota.

Os parlamentares argumentam que a única prova apresentada contra Hage seria sua assinatura em um parecer técnico que confirma a necessidade de contratação de um serviço para realizar exames diagnósticos de coronavírus. O documento, porém, não trataria de valores e condicionaria a contratação à comprovação da eficácia científica dos exames, através da apresentação de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e teste no Laboratório Central do Distrito Federal.

A nota prossegue com críticas à decretação da prisão preventiva, ressaltando não haver indícios de que Hage represente uma ameaça às investigações, e destaca sua extensa biografia – de professor da UFBA e da Fiocruz à superintendência na Anvisa e consultor ad hoc da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

fonte: https://muitainformacao.com.br/post/16628-parlamentares-baianos-assinam-nota-contra-prisao-de-subsecretario-de-vigilancia-a-saude-do-distrito-federal

 

Bancada baiana na Câmara divulga nota em defesa de subsecretário preso no DF

A bancada baiana na Câmara dos Deputados divulgou uma nota, nesta quinta-feira (27), em defesa do subsecretário de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, Eduardo Hage, preso na operação Falso Negativo, deflagrada pelo Ministério Público do DF. A ação investiga suposto superfaturamento em cima de contratos que somam R$ 73 milhões na compra de testes para o novo coronavírus pelo Governo estadual.

“Nós, membros da bancada da Bahia no Congresso Nacional, recebemos com perplexidade a notícia da arbitrária e desarrazoada prisão preventiva do Subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage, na operação intitulada Falso Negativo, deflagrada em inquérito conduzido pelo Ministério Público do Distrito Federal. A leitura da decisão do desembargador Humberto Adjuto Ulhôa nos revela não haver qualquer elemento para a decretação de sua prisão preventiva. Mais: os supostos indícios de sua participação em esquema criminoso refletem, na verdade, a condenável chaga de um ativismo dos órgãos de persecução penal, que criminaliza atos de ofício da gestão pública, desvirtua a política e destrói reputações”, diz um trecho da carta de apoio.

Hage foi preso preventivamente na manhã de terça-feira (25). Também foi preso o secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo. O prejuízo estimado pelo MP aos cofres públicos é de R$ 18 milhões.

A bancada, liderada pelo deputado federal Marcelo Nilo (PSB), classifica a prisão como “policialesca “. “O ativismo policialesco como o que assistimos, que destrói reputações profissionais construídas ao longo de uma vida, desencoraja os profissionais sérios desse país a ocupar espaços de construção de políticas públicas no Estado Brasileiro”, diz outro trecho do documento, assinado por parlamentares de oposição e situação.

O epidemiologista é formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Atuou na Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) de 1989 a 2001. Tem passagens pelo Ministério da Saúde e, segundo seu currículo Lattes, é vencedor do John Snow award e Fred L. Soper award, duas importantes premiações na área da Saúde.

Confira abaixo a nota na íntegra:

Nós, membros da bancada da Bahia no Congresso Nacional, recebemos com perplexidade a notícia da arbitrária e desarrazoada prisão preventiva do Subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage, na operação intitulada Falso Negativo, deflagrada em inquérito conduzido pelo Ministério Público do Distrito Federal. A leitura da decisão do desembargador Humberto Adjuto Ulhôa nos revela não haver qualquer elemento para a decretação de sua prisão preventiva. Mais: os supostos indícios de sua participação em esquema criminoso refletem, na verdade, a condenável chaga de um ativismo dos órgãos de persecução penal, que criminaliza atos de ofício da gestão pública, desvirtua a política e destrói reputações.

Na acusação, a única citada prova material contra Eduardo Hage teria sido um parecer técnico em que ele atestou a necessidade de contratação de serviço de realização de exames diagnósticos para a detecção do coronavírus. É bom lembrar, o que sustenta a acusação do Ministério Público é que um suposto esquema criminoso fora montado para contratar exames superfaturados que teriam baixa eficácia, portanto inadequados para o objetivo de rastreamento epidemiológico. A acusação omite, todavia, que o parecer de Hage condicionava o aval à contratação do serviço à comprovação da eficácia científica dos exames, através da apresentação de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e teste no Laboratório Central do Distrito Federal. Como tratava- se de um parecer técnico, tampouco tratava de valores.

A prisão de Hage torna-se mais estarrecedora porque executada sem direito a contraditório, sumária, sem atender os requisitos previstos na lei. O art. 312 do Código de Processo Penal, que versa sobre a prisão preventiva, exige a apresentação de prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria, além de demonstração concreta da existência de um dos fundamentos: (a) garantia da ordem pública; (b) garantia da ordem econômica; (c) conveniência da instrução criminal; ou, ainda, (d) para assegurar a aplicação da lei penal. Eduardo Hage tem residência fixa em Brasília, não possui antecedentes criminais e, na decisão judicial por sua prisão preventiva, não há nenhum indício probatório de que represente uma ameaça às investigações, à ordem pública ou econômica.

Formado em medicina, Eduardo Hage tem mais de 40 anos de trajetória na construção da Saúde Pública: no Ministério da Saúde foi diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis e coordenador de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis. Foi ainda superintendente de Fiscalização Controle e Monitoramento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é professor colaborador da pós- graduação do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia e da Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz. Sua carreira também tem relevância internacional, Hage foi assessor especialista em vigilância em saúde do Instituto Sulamericano de Governo em Saúde (ISAGS/UNASUL) e atuou no Comitê de Revisão do Regulamento Sanitário Internacional da OMS. Atualmente é membro do Painel de Especialistas e consultor ad hoc da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ter profissionais com este gabarito é um privilégio para o Sistema Único de Saúde (SUS). O ativismo policialesco como o que assistimos, que destrói reputações profissionais construídas ao longo de uma vida, desencoraja os profissionais sérios desse país a ocupar espaços de construção de políticas públicas no Estado Brasileiro. Nós, parlamentares que defendemos a saúde pública como um valor fundamental de nossa democracia, lutamos pelo controle e pela transparência dos atos e gastos públicos, e apoiamos qualquer investigação séria que busque pistas sobre malversações, que drenem recursos já tão escassos para o custeio do SUS. A bandeira pela moralidade da gestão pública, contudo, não pode ser empunhada para perseguir e humilhar pessoas honestas. Arquivar inquéritos por falta de provas amanhã será tarde, o estrago já foi feito.

Jorge Solla

Deputado Federal (PT)

Lídice da Mata

Deputada Federal (PSB)

Alice Portugal

Deputada Federal (PCdoB)

 

Marcelo Nilo

Deputado Federal (PSB)

Waldenor Pereira

Deputado Federal (PT)

Jaques Wagner

Senador (PT)

Valmir Assunção

Deputado Federal (PT)

Elmar Nascimento

Deputado Federal (DEM)

João Roma

Deputado Federal (REPUBLICANOS)

Afonso Florence

Deputado Federal (PT)

Daniel Almeida

Deputado Federal (PCdoB)

Joseildo Ramos

Deputado Federal (PT)

Raimundo Costa

Deputado Federal (PL)

Zé Neto

Deputado Federal (PT)

Cacá Leão

Deputado Federal (PP)

Adolfo Viana

Deputado Federal (PSDB)

 

 

fonte: https://www.bnews.com.br/noticias/politica/politica/279304,bancada-baiana-na-camara-divulga-nota-em-defesa-de-subsecretario-preso-no-df.html

Diretor da OMS, instituições e ex-ministros se mobilizam contra prisão de epidemiologista no DF

Subsecretário afastado de Vigilância à Saúde no DF, médico Eduardo Hage foi um dos alvos de ação da Polícia Federal na terça-feira, 25

BRASÍLIA – Entidades de saúde pública, médicos e ex-ministro da Saúde se mobilizam contra a prisão preventiva do epidemiologista Eduardo Hage, subsecretário afastado de Vigilância à Saúde no Distrito Federal (DF). Ele foi um dos sete alvos de ação da Operação Falso Negativo, feita na terça-feira, 25, que apura supostas irregularidades na compra de testes rápidos.

Amigos de Hage e profissionais de saúde criaram uma “vaquinha” virtual para custear a defesa do epidemiologista, que arrecadou mais de R$ 24 mil até a manhã desta quarta-feira, 26, a partir de 103 doações.

Há contribuições do ex-ministros de Saúde Agenor Álvares e José Gomes Temporão, do ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde Wanderson Oliveira e do atual vice-diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS)Jarbas Barbosa, entre outros pesquisadores da área de saúde.

“Toda comunidade de saúde pública que conhece o Eduardo Hage está indignada com essa ação. É algo inominável. Esperamos que a lama que foi jogada nele possa ser limpada”, disse Álvares, ex-ministro. “Existe uma espécie de culpabilização de gestor na área da saúde. A pior coisa é ser gestor em saúde pública. Se você faz é punido. Se não faz, é punido também”, disse.

A acusação contra Hage é de que ele deu o aval técnico para compra dos testes. Colegas do epidemiologista, além da defesa, afirmam que os produtos eram registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) afirma que houve superfaturamento de R$ 18 milhões na compra dos exames.

Ex-ministro da Saúde, o médico sanitarista José Gomes Temporão lembra que Hage coordenou a resposta do governo federal à pandemia de H1N1, em 2009. “Ninguém acredita nessas acusações. É uma violência do Estado inominável. O que exigimos é que ele seja solto e esclareça tudo”, disse Temporão. “É preciso repensar a maneira do exercício do controle, que é fundamental. O que tem acontecido é que gestores estão com medo de assumir cargos e funções públicas. Acaba sendo acusado de desvios que não tem nada a ver com o seu comportamento.”

O ex-secretário do Ministério da Saúde Wanderson Oliveira diz que Estados e municípios tiveram de buscar, no começo da pandemia, produtos, como testes, num cenário de escassez no mercado. “Órgãos de controle sabiam o que acontecia a pandemia e poderiam ter acompanhado. Mas tem sido padrão recorrente, gestores estão cada vez com mais medo”, afirmou. Para ele, há “componente político importante” nesta ação. “Ele jamais poderia estar preso. Tem residência fixa e estava respondendo a todos os questionamentos”, disse Oliveira.

Em nota, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) exigiu transparência e imediato esclarecimento sobre a ação contra o epidemiologista. “Numa nova demonstração de interesses na propagação de acusações e conclusões precipitadas, não podemos permitir que essas ações atinjam a honra de pessoas comprometidas com o país”, afirmou a entidade.

A Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) manifestou “total solidariedade” a Hage.

Na ação também foi preso secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo.

 

fonte: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,diretor-da-oms-instituicoes-e-ex-ministro-se-mobilizam-contra-prisao-de-epidemiologista-no-df,70003413472

Amigos de subsecretário do DF preso criam vaquinha para pagar advogado

Amigos do subsecretário afastado de Vigilância à Saúde, da Secretaria de Saúde do DF, Eduardo Hage (foto em destaque), criaram uma vaquinha virtual para arrecadar dinheiro e pagar a defesa do epidemiologista, preso preventivamente na manhã desta terça-feira (25/8). Até as 18h45, R$ 12.325 foram doados.

Um dos apoiadores de Hage é o ex-secretár io nacional de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira. Ele disse à coluna Grande Angular que é amigo de longa data do ex-subsecretário detido. “Todos gostam muito do Eduardo. Ele é uma pessoa séria e íntegra. Tenho certeza que ele vai conseguir explicar”, pontuou.

Wanderson, que ocupou o cargo na gestão de Luiz Henrique Mandetta, afirmou desconhecer o processo judicial que levou à operação, mas, pelo que soube a partir da imprensa, acredita que Hage terá condições de esclarecer os atos e provar a inocência.

“Acho que não havia motivo para uma prisão dessa maneira, pois não tem risco dele fugir, ele estava prestando todas as informações e tem endereço fixo”, assinalou.

Médicos, pesquisadores e diretor da OMS juntos contra a prisão de secretário do DF

Médicos, autoridades de saúde pública e até um ex-ministro da Saúde estão mobilizados para soltar o epidemiologista Eduardo Hage, subsecretário afastado de Vigilância à Saúde do DF, preso ontem na Operação Falso Negativo.

Segundo o Estadão, amigos de Hage e profissionais da área criaram uma vaquinha virtual para pagar sua defesa e já conseguiram R$ 24 mil, com 103 doações.

Entre os doadores, estão o ex-ministro de Saúde Agenor Álvares, o ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde Wanderson Oliveira e Jarbas Barbosa, vice-diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), da OMS, entre outros pesquisadores da área de saúde.

 

 

 

 

fonte:https://www.oantagonista.com/brasil/medicos-pesquisadores-e-diretor-da-oms-juntos-contra-a-prisao-de-secretario-do-df/

Instituições e entidades de saúde pública prestam solidariedade a Eduardo Hage

A defesa do médico sanitarista aguarda a análise do Habeas Corpus protocolado na noite de quarta-feira (26/08), no Superior Tribunal de Justiça

Desde sua prisão, o médico sanitarista Eduardo Hage Carmo, subsecretário de Vigilância em Saúde do Distrito Federal, tem recebido solidariedade e manifestações públicas exigindo o restabelecimento imediato de sua liberdade de diversas instituições e entidades da saúde pública, da bancada da Bahia no Congresso Nacional, especialistas da saúde pública, amigos e parentes.

Até 15h desta quinta-feira (27) o site responsável por reunir as informações sobre a defesa do médico já registra cerca de 500 depoimentos de pessoas físicas, além de dois ex-ministros da Saúde, Temporão e Agenor Álvares, o diretor do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Jurandi Frutuoso, a vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, entre outros especialistas, professores, amigos e parentes.

As notas institucionais publicadas em apoio ao médico são das seguintes instituições:

  • Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ
  • Associação dos Profissionais da Fiocruz – ASFOC-FIOCRUZ
  • Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO
  • Associação Rede Unida – REDE UNID
  • Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – CEBE
  • Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares – RNMM
  • Sociedade Brasileira de Bioética – SB
  • Associação Brasileira de Médicos e Médicas pela Democracia – ABMMD
  • Sociedade Brasileira de Medicina Tropical – SBMT

Também consta no site a carta de desagravo público da bancada da Bahia no Congresso Nacional, que expressa perplexidade sobre a prisão preventiva arbitrária do médico Eduardo Hage Carmo. Assinam o documento parlamentares de diversos partidos:

  • Jorge Solla – Deputado Federal (PT)
  • Lídice da Mata – Deputada Federal (PSB)
  • Alice Portugal – Deputada Federal (PCdoB)
  • Marcelo Nilo – Deputado Federal (PSB)
  • Waldenor Pereira – Deputado Federal (PT)
  • Jaques Wagner – Senador (PT)
  • Valmir Assunção – Deputado Federal (PT)
  • Elmar Nascimento – Deputado Federal (DEM)
  • João Roma – Deputado Federal (REPUBLICANOS)
  • Afonso Florence – Deputado Federal (PT)
  • Daniel Almeida – Deputado Federal (PCdoB)
  • Joseildo Ramos – Deputado Federal (PT)
  • Raimundo Costa – Deputado Federal (PL)
  • Zé Neto – Deputado Federal (PT)
  • Cacá Leão – Deputado Federal (PP)
  • Adolfo Viana – Deputado Federal (PSDB)

Os docentes e pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade da Bahia (ISC/UFBA) também prestam apoio público ao colega Eduardo Hage Carmo, que foi professor no instituto. São eles:

  1. Ana Cristina Souto
  2. Ana Luiza Vilasbôas
  3. Ana Paula dos Reis
  4. Carmen Fontes Teixeira
  5. Catharina Leite Matos Soares
  6. Clarice Santos Mota
  7. Cleber Cremonese
  8. Cristiane Abdon Nunes
  9. Darci Neves dos Santos
  10. Ediná Alves Costa
  11. Erika Aragão
  12. Estela Aquino
  13. Federico Costa
  14. Florisneide R Barreto
  15. Gisélia Santana de Souza
  16. Greice Menezes
  17. Guilherme S Ribeiro
  18. Inês Dourado
  19. Isabela Cardoso Pinto
  20. Ismael H Silveira
  21. Jairnilson S Paim
  22. Joilda Silva Nery
  23. Jorge Jorge Alberto Bernstein Iriart
  24. Leny Trad
  25. Ligia Maria Vieira da Silva
  26. Lígia Rangel
  27. Luis Eugenio Portela Fernandes de Souza
  28. Marcele Carneiro Paim
  29. Márcio Santos Natividade
  30. Marcos Pereira Santos
  31. Maria da Conceição N Costa
  32. Maria da Glória Teixeira
  33. Maria Guadalupe Medina
  34. Martha Itaparica
  35. Maurício Lima Barreto
  36. Mônica de Oliveira Nunes de Torrenté
  37. Monique Azevedo Esperidião
  38. Naomar de Almeida Filho
  39. Rosana Aquino
  40. Samily Silva Miranda
  41. Sebastião Loureiro
  42. Sheila Maria Alvim de Matos
  43. Vilma Souza Santana
  44. Yara Oyram Ramos Lima
  45. Yukari Figueroa Mise

Vakinha virtual

A poupança virtual que os amigos estão realizando para o médico Eduardo Hage Carmo, por meio do aplicativo Vakinha (acesso no site), já arrecadou R$ 40 mil reais, até às 15h desta quinta-feira. O recurso será utilizado no pagamento da defesa junto ao Judiciário.

Habeas Corpus

A defesa do médico sanitarista aguarda a análise do Habeas Corpus protocolado na noite de quarta-feira (26/08), no Superior Tribunal de Justiça, solicitando a imediata liberdade do médico.

 

 

fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/cidades/instituicoes-e-entidades-de-saude-publica-prestam-solidariedade-a-eduardo-hage/

jorge

José Agenor Álvares da Silva – Assessor/Bolsista Fiocruz/Brasilia

Eduardo é um profissional competente na área de /epidemiologia com relevantes serviços prestados a saúde pública nacional e internacional. Sempre foi rigoroso no cumprimento dos preceitos da administração pública no que concerne a transparência, impessoalidade e respeito aos direitos das pessoas e na conduta sobre recursos públicos.