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Defesa de ex-subsecretário do DF diz que prisão é ilegal. Nova vaquinha foi criada

Nota afirma que Eduardo Hage foi acusado sem provas de ser o articulador de suposta compra fraudulenta de testes para a Covid-19 no DF

Adefesa do ex-subsecretário de Vigilância à Saúde do DF preso pela 2ª vez no âmbito da Operação Falso NegativoEduardo Hage, divulgou uma nota, nesta quarta-feira (30/9), na qual disse que a prisão preventiva é “ilegal e arbitrária”.

O documento destacou que “organizações da sociedade civil, parlamentares da bancada da Bahia [estado onde Hage nasceu, se formou e atuou na saúde pública] na Câmara Federal, pesquisadores, amigos e familiares declararam apoio incondicional ao médico sanitarista e pesquisador”.

A nota assinalou que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acusou Hage “sem provas, de ser o articulador de suposta compra fraudulenta de testes para a Covid-19”.

“O encarceramento de Eduardo Hage Carmo, em clara violência estatal contra o direito fundamental à liberdade, choca a comunidade da área de saúde e o ambiente universitário onde sempre atuou, e vem provocando, como é natural, seguidas manifestações de indignação e solidariedade, de entidades e personalidades, todas elas destacando a sólida e respeitável trajetória desse médico epidemiologista, ao longo de mais de 30 anos de firme atuação em prol da saúde pública em nosso país”, frisou trecho do documento.

Confira, na íntegra, a nota:

 

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NOTA DE DESAGRAVO PÚBLICO DA BANCADA DA BAHIA – CÂMARA FEDERAL (30/09/2020)

 

 

 

NOTA DE DESAGRAVO PÚBLICO DA BANCADA DA BAHIA – CÂMARA FEDERAL (30/09/2020)

 

Nós, parlamentares membros da bancada da Bahia no Congresso Nacional, renovamos nossa solidariedade a Eduardo Hage, outra vez vítima de desarrazoada ordem de prisão preventiva, há menos de um mês após medida restritiva de liberdade similar ter sido considerada abusiva por parte do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Rogério Schietti Cruz. O magistrado, em decisão liminar, indicou não haver provas, no pedido apresentado pelo Ministério Público do Distrito Federal, da participação direta de Hage no suposto caso de corrupção investigado na operação chamada “Falso Negativo”.

Hage ocupava o cargo de Subsecretário de Vigilância à Saúde do Distrito Federal quando a 2ª fase da operação foi deflagrada, em 25 de agosto de 2020. Por foro de prerrogativa, a primeira decisão de prisão preventiva foi determinada pelo desembargador Humberto Adjuto Ulhôa, com recurso liminar acatado no STJ. Sua exoneração do Governo do Distrito Federal teve como consequência o envio do inquérito para a primeira instância.

A segunda ordem de prisão preventiva, na 3ª fase da operação, já foi deferida pela juíza Ana Cláudia de Oliveira Costa Barreto, da 5ª Vara Criminal de Brasília, que estarrecedoramente desconheceu decisão de tribunal superior – a liminar do ministro Rogério Schietti Cruz – e acatou fundamentação para prisão preventiva sem nova prova ou indício de autoria. Tampouco houve, nesse período, qualquer movimentação de Hage no sentido de evadir do país ou obstruir as investigações. Como resta evidente, não há hipótese que torne essa segunda prisão preventiva uma medida razoável.

É uma chicana jurídica comandada por quem deveria zelar pela magistratura, em nome de um ativismo judicial, que, como estes parlamentares que agora falam já delimitaram em nota anterior sobre o caso, “criminaliza atos de ofício da gestão pública, desvirtua a política e destrói reputações”. Reafirmamos nosso compromisso com o SUS e com os profissionais que dedicam suas vidas para construir uma gestão pública da saúde eficiente, transparente e moralmente virtuosa. Hage é um deles. Tem mais de 40 anos de trajetória na saúde pública, uma reputação construída dentro e fora de nosso país. Merece, como todos os cidadãos brasileiros, o acesso a uma Justiça que respeite a Constituição e preserve os direitos individuais. Que sua liberdade seja concedida imediatamente.

 

Jorge Solla – Deputado Federal – BA

Lídice da Mata – Deputado Federal – PSB

João Roma – Deputado Federal -Republicanos

José Rocha – Deputado Federal – PL

Joseildo – Deputado Federal – PT

Elmar Nascimento – Deputado Federal -DEM

Cacá Leão – Deputado Federal -PP

Waldenor Pereira – Deputado Federal -PT

Zé Neto – Deputado Federal -PT

Marcelo Nilo – Deputado Federal –PSB

Valmir Assunção – Deputado Federal – PT

Adolfo Viana – Deputado Federal – PSDB

Afonso Florense – Deputado Federal – PT

Nelson Pelegrino – Deputado Federal – PT

Daniel Almeida – Deputado Federal – PC do B

Tito – Deputado Federal – Avante

Márcio Marinho – Deputado Federal – Republicanos

Alice Portugal – Deputada Federal – PC do B

Bacelar – Deputado Federal – Podemos

 

 

Brasília, 1 de outubro de 2020.

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NOTA DE SOLIDARIEDADE À EDUARDO HAGE

Docentes e pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva (UFBA) reafirmam sua solidariedade ao colega Eduardo Hage

 

Diante da nova prisão, os docentes e pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA) voltam a público para manifestar total solidariedade ao colega Eduardo Hage do Carmo, pesquisador colaborador do nosso Programa de Pós-Graduação, médico epidemiologista com larga experiência no controle de doenças transmissíveis, profissional da maior competência, reconhecida nacional e internacionalmente, tanto no meio acadêmico, quanto na atuação nos serviços de saúde.

Essa segunda prisão representa mais um ato de arbitrariedade, dado que o STJ concedeu habeas corpus após a primeira prisão e nenhum fato novo foi apresentado pelos acusadores que possa ser interpretado como indício de culpa.

Neste sentido, causa-nos não mais apenas perplexidade, mas também indignação a notícia de nova prisão preventiva de Eduardo Hage, em meio a investigações de suposta fraude na compra de kits diagnósticos para testagem da Covid-19.

Reiteramos o testemunho de que, em toda sua trajetória, Eduardo Hage sempre pautou sua vida pessoal e profissional pela ética, pelo respeito às leis e pelo compromisso com a Saúde Coletiva e o SUS.

Em um contexto de propagação de acusações mal fundadas e conclusões precipitadas, protestamos contra as ações que atingem a honra de pessoas de reputação ilibada e comprometidas com a melhoria da saúde e das condições de vida da população brasileira.

 

Assinam:

  1. Ana Cristina Souto
  2. Ana Luiza Vilasbôas
  3. Ana Paula dos Reis
  4. Carmen Fontes Teixeira
  5. Catharina Leite Matos Soares
  6. Clarice Santos Mota
  7. Cleber Cremonese
  8. Cristiane Abdon Nunes
  9. Darci Neves dos Santos
  10. Ediná Alves Costa
  11. Erika Aragão
  12. Estela Aquino
  13. Federico Costa
  14. Florisneide R Barreto
  15. Gisélia Santana de Souza
  16. Greice Menezes
  17. Guilherme S Ribeiro
  18. Inês Dourado
  19. Isabela Cardoso Pinto
  20. Ismael H Silveira
  21. Jairnilson S Paim
  22. Joilda Silva Nery
  23. Jorge Jorge Alberto Bernstein Iriart
  24. Leny Trad
  25. Ligia Maria Vieira da Silva
  26. Liliana Santos
  27. Luis Eugenio Portela Fernandes de Souza
  28. Marcele Carneiro Paim
  29. Márcio Santos Natividade
  30. Marcelo Eduardo Pfeiffer Castellanos
  31. Marcos Pereira Santos
  32. Maria da Conceição N Costa
  33. Maria da Glória Teixeira
  34. Maria Guadalupe Medina
  35. Maria Ligia Rangel Santos
  36. Martha Itaparica
  37. Maurício Lima Barreto
  38. Mônica de Oliveira Nunes de Torrenté
  39. Monique Azevedo Esperidião
  40. Naomar de Almeida Filho
  41. Rosana Aquino
  42. Samily Silva Miranda
  43. Sebastião Loureiro
  44. Sheila Maria Alvim de Matos
  45. Vilma Souza Santan
  46. Yara Oyram Ramos Lima
  47. Yukari Figueroa Mise

 

SALVADOR (BA), 30 DE SETEMBRO DE 2020.

ABMMD

ABMMD – Solidariedade a Eduardo Hage

Causou-nos surpresa e indignação a nova prisão em 25/09 do colega Eduardo Hage, médico epidemiologista, com mestrado e doutorado pela UFBA, com mais de 30 anos de préstimos à saúde pública.

Eduardo Hage é um profissional de reconhecida capacidade técnica, lisura e liderança. Ao longo de sua carreira demonstrou, reiteradas vezes, seu compromisso com o fortalecimento e desenvolvimento do SUS, sua habilidade em conduzir equipes e produzir resultados, mesmo em situações de escassos recursos e muita pressão e, sobretudo, evidenciando sua honestidade na condução das ações governamentais sob sua responsabilidade.

Eduardo Hage tinha sido submetido à prisão preventiva no final de agosto e liberado por habeas corpus do STJ quatro dias depois. Não se teve notícia de outras motivações ou justificativas para a nova prisão.

Vive-se hoje o maior desafio em tempos de paz, com a pandemia da covid-19, que assola o mundo e, com maior gravidade o Brasil. Atravessa-se um momento em que muito se necessita de profissionais qualificados e experientes como o Dr. Hage, o que agrava ainda mais a situação. Tirar a liberdade de um profissional experiente, trabalhador, dedicado e, sobretudo honesto é inaceitável em qualquer ocasião. No momento atual, muito mais!

Manifestamos nossa total solidariedade ao colega Eduardo Hage e exigimos transparência e imediato esclarecimento sobre as razões dessa medida extrema. Não podemos permitir que essas ações atinjam a honra de pessoas comprometidas com o País e com o SUS, sem levar em consideração a presunção de inocência, o direito à ampla defesa e o devido processo legal.

 

 

29 de setembro de 2020

 

 

Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia – ABMMD

Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares – RNMP

 

 

 

LINK – PDF

correio

ASFOC – Sindicato Nacional

A direção da Asfoc-SN lamenta e se solidariza com o médico epidemiologista Eduardo Hage, novamente preso de forma arbitrária e abusiva. Desta vez, a 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrio Federal pediu sua prisão, desconsiderando o Habeas Corpus concedido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Rogério Schietti Cruz.
Hage foi detido na sexta-feira passada (25/09). O Sindicato exige transparência e justiça no processo, que investiga supostas fraudes na compra de testes para a Covid-19. Que ele possa ter o direito constitucional de se defender adequadamente, respeitando-se todos os trâmites legais, e sob a presunção de sua inocência.
A Asfoc lembra que o médico sempre foi um profissional de reputação ilibada e que mantém, perante a sociedade, seus colegas de trabalho e familiares, uma reconhecida idoneidade moral.
Entenda melhor o caso em
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CNS reafirma solidariedade e defende transparência diante da detenção do médico sanitarista Eduardo Hage Carmo

Em nota, o colegiado destacou que seguirá acompanhando o restabelecimento imediato da liberdade do médico e pesquisador, preso novamente na última sexta (25/09)

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) reafirmou nesta segunda (28/09) seu posicionamento para que haja imperioso compromisso com a transparência, a verdade e a justiça dos órgãos responsáveis pela detenção de Eduardo Hage Carmo. Em nota, o órgão se solidariza ao pesquisador e sua família. O médico Eduardo Hage, que exercia o cargo de subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), foi preso novamente na sexta-feira (25/09). O médico tinha sido detido na Operação Falso Negativo, no dia 25 de agosto, que investiga suposta fraude em licitação na compra de kits de diagnóstico para a Covid-19 e foi solto no dia 29, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus.

O CNS reforça ainda o papel essencial que Eduardo Hage Carmo vem exercendo neste momento tão crítico da Saúde Pública brasileira, conforme destacado em Nota Pública divulgada pelo colegiado no dia 26 de agosto. Leia na íntegra abaixo.

 

NOTA PÚBLICA: CNS defende transparência, verdade e justiça diante da detenção do médico sanitarista Eduardo Hage Carmo

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) recebe com perplexidade a notícia da prisão preventiva, numa delegacia do Distrito Federal (DF) desde terça-feira (25/08), do médico sanitarista Eduardo Hage Carmo. A prisão de Eduardo, que exerce atualmente o cargo de subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), ocorreu em função da operação “Falso Negativo”, deflagrada em um inquérito do Ministério Público do DF, que investiga suposta fraude em licitação na compra de kits de diagnóstico para a Covid-19.

Há 30 anos atuando no Sistema Único de Saúde (SUS) como médico epidemiologista, Eduardo é doutor em Saúde Pública e tem uma ampla trajetória de dedicação ao SUS, tendo exercido cargos como o de diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde; superintendente de Fiscalização Controle e Monitoramento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); assessor especialista em Vigilância em Saúde do Instituto Sul-americano de Governo em Saúde (Isags/Unasul); e membro do Comitê de Revisão do Regulamento Sanitário Internacional e do Painel de Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Hage também é professor colaborador da pós-graduação do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). Com uma carreira marcada por contribuições sólidas para o Brasil, Eduardo atuou no fortalecimento e descentralização da vigilância epidemiológica para as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, nas investigações de surtos, além de ter liderado o processo de implantação do Novo Regulamento Sanitário Internacional (RSI) na América Latina. Sua contribuição científica é igualmente vasta como membro editorial de importantes revistas científicas, sendo autor de dezenas de artigos e livros acadêmicos que são referência na área da Vigilância em Saúde.

O CNS, no seu exercício de defesa do SUS e das liberdades democráticas, bem como da presunção de inocência, direito constitucional garantido a qualquer cidadão brasileiro, espera que haja imperioso compromisso com a transparência, a verdade e a justiça dos órgãos responsáveis pela detenção, diante das acusações. Ressaltamos o papel essencial que Eduardo Hage Carmo vem exercendo neste momento tão crítico da Saúde Pública brasileira devido à pandemia estabelecida. Nossa solidariedade a ele e sua família. Seguiremos acompanhando o restabelecimento imediato de sua liberdade para que tenha a oportunidade de retomar sua luta frente à crise sanitária na qual enfrentamos.

Conselho Nacional de Saúde

Foto: SES/DF
Ascom CNS

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Nota sobre a nova detenção de Eduardo Hage

Após ter sido preso em 25 de agosto e liberado por habeas corpus 4 dias depois, Eduardo Hage foi novamente detido pela Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta sexta-feira, 25 de setembro. Exatamente um mês depois, a medida coercitiva faz parte da terceira fase da operação que investiga supostas fraudes na compra de testes para a Covid-19, como informam os veículos de imprensa.

A Abrasco renova sua solidariedade a Eduardo Hage. Médico epidemiologista com larga experiência no controle de doenças transmissíveis, profissional de saúde de reconhecida competência nacional e internacional, Hage sempre teve sua prática guiada pelos princípios da ética e do compromisso com o SUS, tanto na atuação nos serviços como no meio acadêmico, numa carreira com mais de 30 anos de préstimos à saúde pública.

Apesar de a liminar do ministro do STJ Rogério Schietti Cruz indicar que Hage não teria participação direta no caso, o MP solicitou novamente sua prisão, numa alegação de destaque do envolvimento sem que os argumentos tenham vindo a público.

Reafirmamos a necessidade de transparência na condução do caso e o imediato esclarecimento sobre as razões da repetição dessa medida extrema, bem como ressaltamos a importância da presunção de inocência.

25 de setembro de 2020

 

fonte: abrasco.org.br

 

 

cns

NOTA PÚBLICA: CNS defende transparência, verdade e justiça diante da detenção do médico sanitarista Eduardo Hage Carmo

“Seguiremos acompanhando o restabelecimento imediato de sua liberdade para que tenha a oportunidade de retomar sua luta frente à crise sanitária na qual enfrentamos”

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) recebe com perplexidade a notícia da prisão preventiva, numa delegacia do Distrito Federal (DF) desde terça-feira (25/08), do médico sanitarista Eduardo Hage Carmo. A prisão de Eduardo, que exerce atualmente o cargo de subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), ocorreu em função da operação “Falso Negativo”, deflagrada em um inquérito do Ministério Público do DF, que investiga suposta fraude em licitação na compra de kits de diagnóstico para a Covid-19.

Há 30 anos atuando no Sistema Único de Saúde (SUS) como médico epidemiologista, Eduardo é doutor em Saúde Pública e tem uma ampla trajetória de dedicação ao SUS, tendo exercido cargos como o de diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde; superintendente de Fiscalização Controle e Monitoramento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); assessor especialista em Vigilância em Saúde do Instituto Sul-americano de Governo em Saúde (Isags/Unasul); e membro do Comitê de Revisão do Regulamento Sanitário Internacional e do Painel de Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Hage também é professor colaborador da pós-graduação do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz). Com uma carreira marcada por contribuições sólidas para o Brasil, Eduardo atuou no fortalecimento e descentralização da vigilância epidemiológica para as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, nas investigações de surtos, além de ter liderado o processo de implantação do Novo Regulamento Sanitário Internacional (RSI) na América Latina. Sua contribuição científica é igualmente vasta como membro editorial de importantes revistas científicas, sendo autor de dezenas de artigos e livros acadêmicos que são referência na área da Vigilância em Saúde.

O CNS, no seu exercício de defesa do SUS e das liberdades democráticas, bem como da presunção de inocência, direito constitucional garantido a qualquer cidadão brasileiro, espera que haja imperioso compromisso com a transparência, a verdade e a justiça dos órgãos responsáveis pela detenção, diante das acusações. Ressaltamos o papel essencial que Eduardo Hage Carmo vem exercendo neste momento tão crítico da Saúde Pública brasileira devido à pandemia estabelecida. Nossa solidariedade a ele e sua família. Seguiremos acompanhando o restabelecimento imediato de sua liberdade para que tenha a oportunidade de retomar sua luta frente à crise sanitária na qual enfrentamos.

Conselho Nacional de Saúde

 

Foto: SES/DF

 

 

Fonte: http://www.susconecta.org.br/nota-publica-cns-defende-transparencia-verdade-e-justica-diante-da-detencao-do-medico-sanitarista-eduardo-hage-carmo/

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A direção da Asfoc-SN se solidariza

A direção da Asfoc-SN se solidariza com o médico epidemiologista Eduardo Hage Carmo e lamenta profundamente sua prisão, ocorrida na última terça-feira (25/08). Para o Sindicato, sua detenção, mesmo que preventiva, se deu de forma arbitrária e abusiva.
Hage é um profissional de reputação ilibada, que mantém perante a sociedade, seus colegas de trabalho e familiares uma reconhecida idoneidade moral. Como sanitarista, nunca colocou interesses pessoais à frente do coletivo. Carrega no currículo 30 anos de excelentes serviços prestados à saúde pública da população brasileira.
Neste momento, exigimos transparência e justiça. Que ele possa ter o direito constitucional de se defender adequadamente, respeitando-se todos os trâmites legais, e sob a presunção de sua inocência.
A Asfoc apoia a rede de solidariedade pública que se formou a seu favor. Entre no endereço eletrônico criado para ajudá-lo: http://www.juntoscomeduardohage.blog.br/
fonte: https://www.facebook.com/341161322610411/posts/3373208496072330/
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NOTA DE DESAGRAVO PÚBLICO

Nós, membros da bancada da Bahia no Congresso Nacional, recebemos com perplexidade a notícia da arbitrária e desarrazoada prisão preventiva do Subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage, na operação intitulada Falso Negativo, deflagrada em inquérito conduzido pelo Ministério Público do Distrito Federal. A leitura da decisão do desembargador Humberto Adjuto Ulhôa nos revela não haver qualquer elemento para a decretação de sua prisão preventiva. Mais: os supostos indícios de sua participação em esquema criminoso refletem, na verdade, a condenável chaga de um ativismo dos órgãos de persecução penal, que criminaliza atos de ofício da gestão pública, desvirtua a política e destrói reputações.

Na acusação, a única citada prova material contra Eduardo Hage teria sido um parecer técnico em que ele atestou a necessidade de contratação de serviço de realização de exames diagnósticos para a detecção do coronavírus. É bom lembrar, o que sustenta a acusação do Ministério Público é que um suposto esquema criminoso fora montado para contratar exames superfaturados que teriam baixa eficácia, portanto inadequados para o objetivo de rastreamento epidemiológico. A acusação omite, todavia, que o parecer de Hage condicionava o aval à contratação do serviço à comprovação da eficácia científica dos exames, através da apresentação de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e teste no Laboratório Central do Distrito Federal. Como tratava-se de um parecer técnico, tampouco tratava de valores.

A prisão de Hage torna-se mais estarrecedora porque executada sem direito a contraditório, sumária, sem atender os requisitos previstos na lei. O art. 312 do Código de Processo Penal, que versa sobre a prisão preventiva, exige a apresentação de prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria, além de demonstração concreta da existência de um dos fundamentos: (a) garantia da ordem pública; (b) garantia da ordem econômica; (c) conveniência da instrução criminal; ou, ainda, (d) para assegurar a aplicação da lei penal. Eduardo Hage tem residência fixa em Brasília, não possui antecedentes criminais e, na decisão judicial por sua prisão preventiva, não há nenhum indício

probatório de que represente uma ameaça às investigações, à ordem pública ou econômica.

Formado em medicina, Eduardo Hage tem mais de 40 anos de trajetória na construção da Saúde Pública: no Ministério da Saúde foi diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis e coordenador de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis. Foi ainda superintendente de Fiscalização Controle e Monitoramento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é professor colaborador da pós-graduação do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia e da Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz. Sua carreira também tem relevância internacional, Hage foi assessor especialista em vigilância em saúde do Instituto Sulamericano de Governo em Saúde (ISAGS/UNASUL) e atuou no Comitê de Revisão do Regulamento Sanitário Internacional da OMS. Atualmente é membro do Painel de Especialistas e consultor ad hoc da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ter profissionais com este gabarito é um privilégio para o Sistema Único de Saúde (SUS). O ativismo policialesco como o que assistimos, que destrói reputações profissionais construídas ao longo de uma vida, desencoraja os profissionais sérios desse país a ocupar espaços de construção de políticas públicas no Estado Brasileiro. Nós, parlamentares que defendemos a saúde pública como um valor fundamental de nossa democracia, lutamos pelo controle e pela transparência dos atos e gastos públicos, e apoiamos qualquer investigação séria que busque pistas sobre malversações, que drenem recursos já tão escassos para o custeio do SUS. A bandeira pela moralidade da gestão pública, contudo, não pode ser empunhada para perseguir e humilhar pessoas honestas. Arquivar inquéritos por falta de provas amanhã será tarde, o estrago já foi feito.

 

Jorge Solla Deputado Federal (PT)

Lídice da Mata Deputada Federal (PSB)

Alice Portugal Deputada Federal (PCdoB)

Marcelo Nilo Deputado Federal (PSB)

Waldenor Pereira Deputado Federal (PT)

Jaques Wagner Senador (PT)

Valmir Assunção Deputado Federal (PT)

Elmar Nascimento Deputado Federal (DEM)

João Roma Deputado Federal (REPUBLICANOS)

Afonso Florence Deputado Federal (PT)

Daniel Almeida Deputado Federal (PCdoB)

Joseildo Ramos Deputado Federal (PT)

Raimundo Costa Deputado Federal (PL)

Zé Neto Deputado Federal (PT)

Cacá Leão Deputado Federal (PP)

Adolfo Viana Deputado Federal (PSDB)

Márcio Marinho Deputado Federal (REPUBLICANOS)

Sérgio Brito Deputado Federal (PSD)